Em nota enviada à Rádio GEICE, Eduardo Teixeira esclarece que “Face aos dois anos de erros grosseiros e má gestão da AdAM, com reflexos inaceitáveis no nosso concelho, caso a coligação PSD-CDS vença as próximas eleições à Câmara Municipal de Viana do Castelo tudo faremos, no pressuposto de que haja a possibilidade jurídica do Município de Viana, para rescindir contrato com a AdAM por justa causa, sem entrega de qualquer valor compensatório e voltar a municipalizar nos SMSBVC as águas do concelho de Viana”.
O deputado vianense “furou” a disciplina de voto do seu partido, que se absteve no Parlamento e votou a favor das resoluções de BE e PCP que pedem a remunicipalização dos serviços prestados pelas Águas do Alto Minho.
Na mesma nota, Eduardo Teixeira foi perentório a dizer que caso seja eleito, irá “fazer de tudo para resgatar a concessão das águas e reverter todos os equipamentos para o domínio do Município”.
Em declarações à Rádio GEICE, Eduardo Teixeira, lembrou que “na altura em que a Geringonça desgovernava o País, os partidos de esquerda tiveram possibilidade de resolver esta situação a favor das populações e nada fizeram”.
A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PSD), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (Movimento independente PenCe – Pensar Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.
Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.
A nova empresa começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.
Em janeiro deste ano, a AdAM anunciou o início da regularização de consumos não faturados em 2020, na sequência de erros que afetaram 15 mil consumidores.
A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, reclamando a sua reversão e a devolução da gestão daquelas redes a cada um dos municípios.