Para o Presidente da Câmara barquense, Augusto Marinho, este investimento “na ordem dos 360 mil euros, comparticipado por fundos comunitários, contribuiu para a promoção de uma mobilidade urbana mais sustentável, por incremento de condições de deslocação pedonal e ciclável, bem como para a melhoria das condições de segurança para peões e ciclistas, por eliminação de barreiras e perigos”.
No mesmo dia, procedeu-se à inauguração do Jardim Magalhânico, na Praça com o nome do navegar barquense, em articulação com as cidades magalhânicas da Rede Mundial de Cidades Magalhânicas, da qual Ponte da Barca faz parte. Este jardim é composto por espécies autóctones dos países que fizeram parte da rota da circum-navegação. Apesar da viagem se ter iniciado em Espanha (Sanlúcar de Barrameda – Sevilha), a primeira espécie do jardim é o carvalho-alvarinho que representa a naturalidade do navegador barquense.
O programa evocativo do V Centenário do feito extraordinário do navegador português que, a serviço do rei de Espanha Carlos V, organizou a primeira viagem de circum-navegação ao globo prosseguiu à noite nos Paços do Concelho, com uma conferência que teve como orador Amândio Barros, prestigiado historiador na área da História Marítima e da expansão ultra-marítima portuguesa e autor das obras “A naturalidade de Fernão de Magalhães revisitada” e “O Homem que navegou o Mundo. Em busca das origens de Magalhães”.
A conferência contou ainda com a participação, via zoom, do Professor Juan Marchena Fernández, da Universidade Pablo de Olavide, Sevilha.