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Pedro Xavier 23 Jun 2021

Ponte de Lima acolhe projeto Revolution Hope Imagination

O projeto Revolution Hope Imagination (RHI), do Arte Institute, que vai na sua terceira edição, decorre este ano entre de 23 de junho a 04 de julho, com palestras, oficinas e espetáculos a decorrerem em 13 localidades portuguesas.

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Trata-se de um projeto gratuito e aberto ao público, embora seja mais direcionado para profissionais de artes e cultura, com o objetivo de fortalecer pontes entre artistas portugueses e projetos mundiais, segundo a organização.

Este ano, o evento passa por Évora, Cascais, Lisboa, Torres Vedras, Alcobaça, Leiria, Loulé, Faro, Porto, Vidigueira, Ponte de Lima, Braga, Funchal, onde se espera que fiquem criadas raízes para o intercâmbio de projetos artísticos entre as localidades e a construção de novas metodologias de trabalho entre agentes da cultura, empresas locais e turismo.

Entre as várias iniciativas previstas para esta edição, Ana Ventura Miranda, diretora e fundadora do Arte Institute, destaca a ‘Talk’ Mercado Americano, que reúne programadores americanos, mas também da África ou da Ásia, para discutir o “modelo empresarial de Arte & Negócios” daqueles mercados e apresentar as suas organizações e respetivos modelos operacionais.

Entre estes agentes, destaca “David Chavez, programador e curador de um palco de referência em Chicago, nos Estados Unidos, o Millennium Park Music Series; Mickela Mallozzi, apresentadora e produtora executiva da série Bare Feet, exibida pela cadeia televisiva PBS; e Maure Aronson, fundador da Global Arts Live, organização não governamental que promove a melhor música internacional, dança contemporânea e jazz mundiais, nos palcos de Boston, EUA”.

Marcam ainda presença Amro Salah, fundador do Cairo Jazz Festival, Joni Schwalbach, etnomusicologista, pianista, compositor e videógrafo moçambicano, criador do MMM- Mozambique Music Meeting, e Indira Lima, representante do Ministério da Cultura de Cabo Verde, afirmou a responsável à agência Lusa.

“De salientar também o Workshop de Vídeo Low-budget & Marketing Digital, que conta com formadores como André Tentugal, músico, fotógrafo e realizador apaixonado pela imagem enquanto veículo para contar histórias, e Valdemar Pires, especialista em marketing, comunicação e transformação digital”, acrescentou Ana Miranda, destacando que as áreas temáticas a abordar vão da “Introdução à imagem, às Técnicas de Posicionamento de Câmara/Material de Filmagem, Técnicas de iluminação e edição, passando também pela Promoção do Trabalho”.

Francisco Cipriano, especialista em Fundos Europeus, vai conduzir uma sessão prática intitulada “Financiamento Europeu no Sector Cultural e Criativo”, na qual “se exploram especificidades dos fundos de investimento e apoios ao financiamento no setor”.

Entre os ‘showcases’, a responsável destacou o concerto de Neev, um “jovem compositor, multi-instrumentista, intérprete e escritor”, mas também de artistas emergentes das cidades envolvidas: The Elephant Women, Ben & The Pirates, The Mirandas e Yuca, Daniel Bernardes, Mano a Mano, Paulo Santo Quinteto, Guarda Rios, SMOKATA, entre muitos outros.

O programa conta ainda com a participação da cantora e compositora Sara Serpa, residente em Nova Iorque.

No Casino do Estoril será apresentado, no dia 24 de junho, pelas 20:30, o espetáculo “ANUSIM – what is hidden is never lost” e outros bailados, resultado de uma parceria criada a partir da 1.ª Edição do RHI, e que junta agora a companhia de dança americana Dance Now! Miami, e a companhia de dança Portuguesa Dança em Diálogos.

Este espetáculo, que marca a abertura do evento, contará ainda com a participação da Escola Ent’Artes.

Falando sobre o período de confinamento imposto pela pandemia e a forma como se refletiu no evento, Ana Miranda sublinhou que desde o início da pandemia que o RHI está preparado para “novos desafios”.

“Temos uma plataforma online, RHI Stage (rhi-think.com/rhistage), preparada para apresentar espetáculos e para além disso, temos também uma App, RHI Think, desenvolvida em 2019, em parceria com a Polarising, onde é possível pagar aos artistas pelo seu trabalho”, explicou.

O único desafio foi conseguir preparar a aplicação para que o público pudesse pagar pelos shows e conseguir transmitir os espetáculos online, uma vez que, a App tinha sido criada inicialmente com o intuito de fornecer mais informações sobre o programa do RHI, explicou a organizadora, adiantando que logo nos primeiros meses de pandemia foram transmitidos cerca de 140 espetáculos.

“Começámos em abril com apenas 1 ‘show’ por dia mas, em maio, passámos a ter dois espetáculos por dia, numa altura em que estávamos todos confinados”, contou.

A responsável adianta que, tal como no ano passado, a edição deste ano do RHI vai ser em formato presencial e, em agosto, haverá uma apresentação de espetáculos ‘online’ do RHI Stage.

As inscrições para atuar neste palco virtual estão abertas, até dia 4 de julho, a profissionais das mais diversas áreas culturais – música, dança, literatura, teatro ou artes plásticas -, devendo os interessados submeter a sua candidatura e ‘showcases’ em https://rhi-think.com/stage-submissions.

Fazendo um balanço de três anos, incluindo o período pandémico, Ana Miranda afirma que tanto o Arte Institute como a iniciativa RHI têm tido resultados “muito positivos”.

O objetivo do RHI é que outros artistas e profissionais da cultura e artes tenham acesso a este tipo de ferramentas e “saibam também como tem sido o nosso modelo para superar esta pandemia”, frisou.

“Na edição anterior, optámos por adaptar o programa de acordo com as necessidades que a pandemia trouxe: os ‘workshops’ que apresentámos pretendiam dar ferramentas necessárias para a capacitação artística dos profissionais das artes e cultura”, destacou.

Também na 2.ª Edição – garante -, “houve um fortalecimento entre programadores e artistas das 12 cidades envolvidas neste projeto, surgindo novas colaborações e troca de projetos artísticos entre cidades”. Os ‘showcases’ ‘online’ “também têm tido um papel muito importante na promoção de artistas locais das cidades participantes” e surgiu ainda a “oportunidade de artistas portugueses atuarem no estrangeiro”.

“Os que não conseguiram atuar internacionalmente, devido à pandemia, apresentaram espetáculos ‘online’ para esses países e alguns estão remarcados para o próximo ano”, acrescentou.

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