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Pedro Xavier 11 Nov 2021

Edifício histórico reabre em Ponte da Barca após obras de quase 700 mil euros

A Casa de Santo António do Buraquinho, construída em 1763, em Ponte da Barca, vai reabriu ao público no dia 07 de dezembro como espaço de história, artes, cultura e literatura, após uma requalificação de quase 700 mil euros.

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O presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto Marinho, adiantou que “a abertura do espaço, no dia 07 de dezembro, totalmente renovado e equipado, irá prestar ao público um serviço de qualidade e proximidade que era há muito almejado no município”.

“A Casa de Santo António do Buraquinho é um edifício do município predestinado para tudo o que envolva a história, as artes, a cultura e a literatura”, destacou o autarca de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.

Augusto Marinho (PSD) adiantou que “o edifício foi objeto de uma intervenção profunda ao nível da construção civil e outras especialidades que o dotaram das melhores e mais recentes tecnologias e equipamentos de apoio às atividades que irá acolher”.

O “auditório municipal, com capacidade para 101 pessoas, está equipado com palco, camarim e cinema”.

As “salas de exposições permitem a realização de mostras de escultura, pintura, etnografia, sendo que a sala mais pequena permite a realização de ‘workshops’ e formação”.

O edifício foi ainda dotado de café/bar, para apoio a todas valências, sendo que no piso térreo está instalado o arquivo municipal.

O valor da empreitada ascendeu a 663.856,22 euros.

O imóvel, situado em pelo centro histórico de Ponte da Barca, foi adquirido pela Câmara Municipal em 1979 e em meados dos anos 80 foi intervencionado com projeto da autoria do arquiteto José Lamas.

A “partir de 3 de setembro do ano 1988 alberga o Centro Cultural Frei Agostinho da Cruz e Diogo Bernardes e o auditório municipal, posteriormente a biblioteca, a sede da Universidade Sénior e o espaço Internet”.

Augusto Marinho adiantou tratar-se de um exemplar da “arquitetura residencial, tardo-barroco e rococó, da segunda metade de Setecentos (1763)”.

Tem “uma fachada longa, ou alongada, de varandas com grades neoclássicas e cachorradas de rolos. Na sua extremidade encontra-se a capela privativa, da época solar, que conserva um retábulo de talha dos fins do século XVIII, dominado pela imagem do Santo que dá nome ao edifício”.

A “fachada principal, virada a Este, é bem proporcionada, com um conjunto harmonioso de janelas, de apurado trabalho de cantaria”.

É “composta por dois pisos e dois panos definidos por pilastras toscanas, terminada em friso e cornija rasgada por vãos retilíneos com ritmo regular”.

“O edifício é composto por planta poligonal, irregular, formado por vários corpos cronologicamente dispares e capela longitudinal, com volumes articulados, coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas e uma claraboia circular em betão, na casa, e de duas águas na capela”, especifica.

A intervenção agora concluída foi anunciada em março de 2017 pelo anterior executivo de Ponte da Barca, de maioria socialista, no âmbito de um investimento global de dois milhões de euros em regeneração urbana.

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