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Pedro Xavier 24 Nov 2021

Mais de 280 mortos nas estradas nos primeiros nove meses do ano

Mais de 280 pessoas morreram nas estradas portuguesas nos primeiros nove meses do ano, segundo o último relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que regista mais de 20.400 acidentes com vítimas em Portugal continental.

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Segundo o relatório de sinistralidade e fiscalização rodoviária relativo aos primeiros nove meses de 2021, registaram-se 20.476 acidentes com vítimas em Portugal continental, dos quais resultaram 284 vítimas mortais, 1.491 feridos graves e 23.938 feridos leves.

Comparativamente com o período homólogo de 2020, observou-se uma redução no número de vítimas mortais, menos 18 (-6%) e um aumento nos feridos graves, mais 120 e leves, mais 1.109. Os acidentes com vítimas aumentaram 4,5%, mais 878.

Comparando os valores do continente entre janeiro e setembro de 2021 com a média destes nove meses dos anteriores cinco anos (2016 a 2020), a ANSR aponta para reduções nos totais de todos os principais indicadores: acidentes (-14,7%), vítimas mortais (-18,2%), feridos graves (-6,3% ) e feridos leves (-17,3%).

A colisão foi a natureza de acidente mais frequente (53,3%), apesar de ter estado apenas na origem de 39,8% das vítimas mortais. Os despistes, que representaram 35,2% do total de acidentes, corresponderam a 48,2% das vítimas mortais e a 42,3% dos feridos graves.

Segundo o relatório da ANSR, nos arruamentos (64,0% dos acidentes) as vítimas mortais diminuíram 7,6% e os feridos graves aumentaram 12,2%. Já nas estradas nacionais, onde ocorreram 18,5% dos acidentes, as vítimas mortais diminuíram 2,1% e os feridos graves subiram 5,5%.

Mais de 71% das vítimas mortais eram condutores.

Os automóveis ligeiros estiveram envolvidos em 70,6% dos acidentes nas estradas portuguesas, segundo a ANSR, que registou uma subida de 19,7% de acidentes envolvendo velocípedes e de 5,8% envolvendo veículos pesados.

O relatório indica ainda que, entre janeiro e setembro deste ano, foram fiscalizados 88,1 milhões de veículos, presencialmente e através de meios de fiscalização automática (mais 0,3%), detetadas 875 mil infrações (-9,3%).

A taxa de infração (n.º de infrações/ n.º de veículos fiscalizados) foi de 0,99%, uma redução de 9,6% face aos 1,10% registados em 2020.

Quanto ao tipo de infrações registadas, 60,7% foram relativas a excesso de velocidade. A ANSR destaca, contudo, que os excessos de velocidade detetados caíram 14,4% e as transgressões por consumo de álcool acima do limite legal baixaram 7,1%.

Por outro lado, subiram 83,4% as infrações por ausência de inspeção periódica obrigatória, 36,6% as relativas ao não uso de sistemas de retenção para crianças e 18,8% ao não uso de cinto de segurança.

Nos primeiros nove meses de 2021 foram submetidos ao teste de pesquisa de álcool 1.009,3 mil condutores, o que representa um aumento de 18,9% comparativamente a 2020, refere o documento, que aponta para uma redução da taxa de infração (nº de infrações por álcool/nº de testes efetuados).

A criminalidade rodoviária (medida em número total de detenções) aumentou 21,0% entre janeiro e setembro de 2021, atingindo 18,3 mil condutores. Do total, 44,4% deveu-se à falta de habilitação legal para conduzir (+33,9%).

O número de condutores que perderam pontos na carta de condução foi 273,9 mil, até setembro de 2021. Desde a entrada em vigor do sistema de carta por pontos até final de setembro, 1.715 condutores viram cassada a carta de condução.

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