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Pedro Xavier 07 Jan 2022

PCP insiste na subida do salário mínimo para 800 euros já este ano

O PCP voltou hoje a insistir na subida do salário mínimo nacional para 800 euros já em 2022 e para 850 euros no próximo ano, em resposta ao aumento do custo de vida em Portugal.

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Numa mensagem de vídeo enviada hoje à imprensa, Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do PCP, manifestou-se preocupado com o aumento dos preços de alguns bens e serviços essenciais e apontou o compromisso do partido e da CDU para responder ao problema na próxima legislatura.

“Os 850 euros de salário mínimo nacional não podem ser atirados para um futuro longínquo como quer o PS, mas alcançados no curto prazo. Para isso é indispensável que durante o ano de 2022 aumente para os 800 euros e que se fixe em janeiro de 2023 os 850 euros”, defendeu.

Classificando essa subida do salário como uma “emergência nacional e opção prioritária de um futuro governo”, Vasco Cardoso refere que o PCP pretende igualmente o aumento extraordinário das pensões com um valor mínimo de 10 euros.

Por outro lado, além de olhar para os rendimentos dos trabalhadores, o membro da Comissão Política do partido sublinha também a necessidade de medidas que promovam a regulação de preços de bens e serviços essenciais.

“A vida confirmou que a privatização e a liberalização de sectores não trouxe nem melhores serviços, nem mais baratos, antes pelo contrário”, argumentou, referindo em concreto os setores da eletricidade, combustíveis, telecomunicações, transportes e serviços bancários.

“É preciso coragem e determinação para enfrentar os interesses dos grupos económicos e não a permanente cedência”, acrescento Vasco Cardoso, referindo também a habitação, para a qual se defende a revogação da lei das rendas, e a política fiscal.

A esse nível, é proposta a redução do IVA sobre a eletricidade e o gás de botija, além de uma “redução mais global do peso dos impostos indiretos que atingem de forma mais severa quem menos tem”.

Na mesma mensagem, o comunista defende ainda que o país precisa de uma nova política económica que permita reduzir a dependência externa, assente na aposta na produção nacional que substitua as importações e “orientada para uma maior e mais justa distribuição da riqueza, para a criação de emprego qualificado e para o combate à pobreza”.

“A solução para enfrentar o aumento do custo de vida, a pobreza, as situações de privação, a emigração, a quebra demográfica, não passa por opções e políticas, como as do PS, que travam o aumento dos salários e das pensões, que sacrificam o aumento do custo de vida e perda de receitas fiscais ao lucro dos grupos económicos”, aponta.

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