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23 Jun 2022

Oposição em Caminha condena prioridades de Miguel Alves

Pedro Xavier

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Os vereadores da oposição na Câmara de Caminha condenaram “a forma como as prioridades” para o concelho “são definidas” pela maioria socialista no executivo municipal, apontando como exemplo uma exposição de arte contemporânea.

“Não há dinheiro para limpar o concelho, que está num estado deplorável, mas há 80 mil euros para uma exposição de Mordomas feita por convite pessoal do senhor presidente a uma artista que nem conhece a realidade de Caminha”, referem os três vereadores da coligação ‘O concelho em Primeiro’.

Em causa está instalação de arte contemporânea “Mordomas”, de Cristina Rodrigues, inaugurada no início do mês no museu municipal de Caminha, numa homenagem aos bailarinos portugueses e espanhóis de algumas localidades do Caminho de Santiago de Compostela, na Galiza.

A mostra é composta por 16 esculturas de grande dimensão e um documentário sobre as danças e rituais em territórios dos Caminhos de Santiago, e vai estar patente ao público até 30 de setembro.

No comunicado, os vereadores da coligação PSD, CDS-PP, Aliança e PPM consideram que as “prioridades do concelho de Caminha ficam-se pelas vontades do presidente da Câmara”.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara, Miguel Alves, lamentou a “azia” da oposição “pelo excelente trabalho feito por toda a comunidade” que a “leva a cair na tentação do bota-abaixo, da crítica gratuita e do permanente ataque às coletividades e ao município”.

“Lamento que assim seja, perde o concelho e perde, sobretudo, o PSD”, sublinhou o autarca socialista.

Segundo a oposição, na proposta que a artista enviou ao município, “confundiu Caminha com Viana do Castelo, pois fala que no concelho, todos os anos, existe um dos maiores desfiles de mordomas de todo o país”.

“Esta argumentação mostra claramente que a senhora se referia a Viana do Castelo, mas por algum motivo que desconhecemos, as esculturas das mordomas vieram para Caminha, pagando o nosso concelho mais de 80 mil euros para esta prestação de serviços”, sustentam.

A oposição acrescenta que a realização da exposição foi apontada como uma “forma de promover os Caminhos de Santiago de Compostela”, na Galiza.

“Como é possível não termos os Caminhos de Santiago limpos, devidamente identificados, o ‘ferryboat’ a funcionar, os postos de turismo a funcionarem ao fim de semana para dar apoio e informações aos caminheiros e gasta-se mais de 80 mil euros para fazer umas esculturas? O Caminho de Santiago precisa de uma estratégia forte que vá além destes convites pessoais do presidente da câmara”, argumenta a coligação.

Já Miguel Alves lamentou que a oposição “não se esforce por esconder a falta de compromisso com a verdade, o desprezo pela cultura, pelos agentes culturais e pela valia económica do setor” assim como “a falta de amor pelo concelho, muito notório na permanente maledicência que tanto gosta de enfatizar”.

“O PSD mente ou não diz toda a verdade, quando refere que o município contratou uma exposição por 80 mil euros. Porque é que o PSD não diz que a contratação do município se refere a uma peça de enorme impacto que ficará a fazer parte do património municipal, de um documentário sobre etnografia e tradição que envolveu seis grupos folclóricos do concelho e envolve um projeto que levará Caminha a Madrid e, pelo menos, às comunidades autónomas espanholas da Extremadura e Andaluzia”, questiona o autarca socialista.

Para Miguel Alves, a oposição não disse que “a prestação de serviços de 75 mil euros mais IVA”, para a realização da exposição, “tem um apoio superior a 45 mil euros de fundos comunitários”.

“Porque está de má-fé, o PSD de Caminha não é sério no debate político. O PSD abomina a cultura e o pensamento livre, critica a parceria de Caminha com a Fundação Serralves e o Museu Soares dos Reis, critica os eventos organizados pelo município para atração de mais visitantes que alimentam a economia do concelho, diz sem pudor que não sabe, nem quer saber, quem são vultos como Pedro Cabrita Reis, Julião Sarmento e Júlio Pomar”, sustenta o autarca.

Miguel Alves acusou o PSD de Caminha de “ter vistas curtas e palas longas”, e por esse facto “não tem o apoio da população, das empresas e das instituições”.

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