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03 Ago 2022

Santoinho celebra hoje 50 anos de existência

Pedro Xavier

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O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, e o executivo municipal recebeu Valdemar Cunha, responsável pelo Santoinho, arraial minhoto que celebra hoje 50 anos de existência com uma festa de entrada livre. Na próxima reunião de Câmara, o autarca vianense vai apresentar uma proposta de Voto de Louvor ao Santoinho em reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo deste meio século de vida em prol das tradições da região.

Na receção, Luís Nobre agradeceu o trabalho que o Santoinho promove, desde a sua inauguração, no que toca à defesa e divulgação da cultura do Alto Minho. “Ao longo deste meio século de existência, o Santoinho tem sido um verdadeiro embaixador, a nível nacional e internacional, do folclore, das danças e cantares, da gastronomia, da tradição e da cultura do Alto Minho”, considera o autarca.

Já Valdemar Cunha, responsável pelo espaço, lembrou o fundador, António Cunha, “um homem bom, um trabalhador incansável, um investidor sensível e atento, um visionário que soube sonhar e antecipar o seu tempo, enquanto interpretava e valorizava o património cultural da região do Minho, que tanto amava”.

De acordo com o empresário, “Santoinho é verdade sentida na autenticidade da romaria, é festa participada, é cor que irradia, é luz que brilha, é alegria que abraça e que fazem deste arraial minhoto um conceito único e genuíno, sempre fiel à sua essência concetual e razão principal da sua longevidade, em que todos os participantes são iguais e também protagonistas principais numa diversão espontânea e participada que acalenta corações, que alimenta a saudade e que já fez muita gente feliz, ao longo de cinquenta anos da mais linda e pura tradição do Minho”.

O Santoinho – Arraial Minhoto surgiu em 1972 e acontece anualmente entre os meses de maio a novembro. Há já 50 anos que o arraial acontece sempre com a mesma regularidade, com a devida exceção aos últimos dois anos, face à situação pandémica. 

O Santoinho nasceu pelas mãos de António Cunha, empreendedor no setor de turismo e transportes. Naquela altura, o empresário sentiu a necessidade de englobar num só espaço as vivências e a cultura do Minho. Considerou, com este projeto, que o arraial minhoto permitiria aos turistas usufruir de uma experiência única das tradições gastronómicas, populares, culturais e etnográficas da região.

A Quinta do Santoinho é uma casa, tendo sido o lar da família Cunha. Hoje, para além do espaço do arraial, o Santoinho integra um Museu Etnográfico (com uma coleção única de trajes) e o Museu dos Transportes (com a história dos transportes rodoviários de passageiros e exposição de viaturas antigas). Assim, para além da componente de animação turística, o Santoinho é também um importante meio divulgador da cultura minhota, através da exposição permanente de uma variada coleção de alfaias e utensílios do campo, de lagares, pias e figuras em granito, de espigueiros originários de todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo, uma adega regional e ainda de antigas viaturas de transporte, como autocarros, automóveis, uma locomotiva do século XIX, carruagens de 1ª e de 2.ª classe do Caminho de Ferro, um coche do século XVII, carros de bois e de cavalos.

Ao longo destes 50 anos, o Santoinho foi-se tornando uma referência turística do país, recebendo em todas as épocas visitantes dos quatro cantos do mundo. Neste meio século, a Quinta do Santoinho recebeu mais de cinco milhões de pessoas em cerca de 2.500 arraiais e mais de 10 milhões de visitas no total dos seus espaços. Em cada arraial são consumidas 12 mil sardinhas, mil frangos, fêveras de 40 porcos, 600 Kg de broa e 2.500 litros de vinho branco e tinto, utilizando-se 30 mil peças de louça. 

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