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06 Ago 2022

Portugal precisa de contratar 50 mil trabalhadores para o setor do turismo

Pedro Xavier

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A Secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, estimou que Portugal precise de 45 mil a 50 mil trabalhadores no setor do turismo, empregos que poderão ser preenchidos por trabalhadores de países de língua portuguesa ao abrigo do regime de entrada e permanência de trabalhadores em Portugal, recentemente aprovado.

Numa declaração à agência Lusa, em Faro, Rita Marques anunciou que está a ser preparada, para o último trimestre do ano, uma missão empresarial portuguesa aos países da Comunidade de Língua Portuguesa para identificar trabalhadores interessados em vir para Portugal.

«O objetivo é levar uma comitiva de empresários portugueses que estejam à procura de reforçar pessoal, identificando trabalhadores dessas geografias que estejam interessados em vir para Portugal (…) e que os serviços consulares possam depois administrativamente despachar favoravelmente os vistos e possamos trazer connosco os trabalhadores que pretendem ingressar neste setor de atividade», disse.

A Secretária de Estado, que esteve reunida com representantes do setor do turismo do Algarve, disse que, «nesta altura, em que há uma retoma pujante do setor do turismo, estamos a viver vários desafios e um deles tem a ver com a falta de capital humano».

A nova lei introduziu «alterações muitíssimo relevantes e substanciais na emissão de vistos, designadamente no âmbito dos países que ratificaram o acordo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa».

Estimando que o País precisa de mais 45 mil a 50 mil trabalhadores para garantir a qualidade de serviços no turismo, Rita Marques disse que há a preocupação «de garantir que este capital humano também é adequadamente formado e capacitado» para manter «uma prestação de serviços de excelência», envolvendo as escolas de hotelaria e turismo nacionais.

Eficiência hídrica

A Secretária de Estado visitou ainda dois resorts turísticos no Algarve com boas práticas de eficiência hídrica. A região é afetada por uma seca prolongada que já provocou a aplicação de medidas de poupança de água.

Referindo que Portugal, devido às alterações climáticas, está a «viver tempos de mudança no que toca aos recursos naturais» e que «a água é um recurso precioso sem o qual não se consegue prestar um serviço de qualidade», afirmou a necessidade de «desenvolver soluções inovadoras que garantam que este recurso não é desperdiçado».

«Os nossos empreendimentos turísticos e campos de golfe têm trabalhado, de há uns anos a esta parte, nesta agenda, e o objetivo desta visita foi conhecer entidades que desenvolvem as melhores práticas no que à utilização da água diz respeito, para inspirar outros operadores económicos a usá-las», disse.

As empresas municipais Infraquinta e Infralobo, que gerem os resorts Quinta do Lago e Vale do Lobo, e que a Secretária de Estado visitou, têm aplicado soluções para aumentar a eficiência hídrica, sendo «dois exemplos do melhor que se faz em termos de gestão dos recursos hídricos».

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