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20 Nov 2022

Escola Superior Agrária do IPVC debate preocupações ambientais e económicas

Pedro Xavier

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O 37.º aniversário da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC) ficará marcado, dia 23 de novembro, pela mesa-redonda “O modelo Tripla Hélice: que competências nas áreas das Ciências da Vida e da Terra?”.

Fundada em 1985, a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC) assinala o seu 37.º aniversário na próxima quarta-feira, 23 de novembro, com uma série de iniciativas que pretendem evidenciar o papel preponderante que a Escola tem numa área de assumida relevância na região.

As cerimónias decorrem no auditório Professor Eugénio Castro Caldas, na ESA-IPVC, em Ponte de Lima, a partir das 14h30.

Após a atuação das tunas da ESA-IPVCA – TESA (Tuna da Escola Superior Agrária) e da TUNESA (Tuna Feminina da Escola Superior Agrária) –, irão decorrer as intervenções do presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, do vice-presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Paulo Sousa, da diretora da ESA-IPVC, Isabel Valín, e do presidente da Associação de Estudantes da ESA-IPVC, David Sá.

Segue-se uma mesa-redonda sobre “O Modelo Tripla Hélice: que competências nas áreas das Ciências da Vida e da Terra?”. A sessão irá contar com as participações da diretora de Recursos Humanos da Zendal, Cecília Mariño Cabaleiro, do CEO da Espaço Visual, José Martino, do presidente da CIM Alto Minho, Manoel Batista, do diretor de Património e Produção Florestal da The Navigator Company, Nuno Neto, e, ainda, do diretor-geral da AGROS, Paulo Costa.

O “Modelo Tripla Hélice”, desenvolvido por Henry Etzkovitz, na década de 90, tem como fundamento a criação de parcerias entre Instituições de Ensino Superior, empresas e Estado, apostando no desenvolvimento tecnológico.

A diretora da ESA-IPVC, Isabel Valín, defende que a Escola Superior Agrária servirá como ponto de encontro e de partilha de ideias, na busca de soluções para problemáticas concretas: “A Zendal, a Navigator e a AGROS têm de identificar as competências que consideram fundamentais que os diplomados tenham para dar resposta aos desafios nos setores que operam, ao nível da biotecnologia, florestal e do setor leiteiro. Já a CIM Alto Minho terá de identificar os constrangimentos do território, ou seja, o que será necessário existir a nível de inovação e de desenvolvimento para se responder aos desafios atuais. Depois teremos alguém que se dedica à formação e à consultoria no mundo rural como José Martino”.

A mesa-redonda assume particular preponderância numa altura em que a temática do clima se afigura como um dos tópicos centrais da atualidade. Isabel Valín defende que a sustentabilidade ambiental terá de ser acompanhada da sustentabilidade económica e social, numa articulação cada vez mais fluida entre a “tripla hélice”. “Até 2050, temos de atingir a neutralidade carbónica, no entanto, e em específico no setor primário, isso engloba mudanças ao nível dos fitofármacos, do aumento da agricultura biológica, da gestão dos solos ou do uso da água, mas tudo isto tem de ser pensado num contexto económico. Ou seja, defendemos que quaisquer que sejam as medidas a tomar, elas têm de ter em consideração a sustentabilidade ambiental, mas também a económica e a social. E as Instituições de Ensino Superior têm de formar profissionais já preparados para levar em consideração essa sustentabilidade a vários patamares”.

Antes do bolo comemorativo do 37.º aniversário da ESA-IPVC, serão assinados vários protocolos com a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a FERA – Federação Nacional das Associações das Raças Autóctones, a ALAR – Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua e a Zendal, com o propósito de alavancar a formação dos estudantes num contexto profissional.

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