Em comunicado, o candidato da lista A adianta que enviou uma reclamação à mesa da assembleia, onde questiona “a elegibilidade” da lista vencedora, liderada por Ricardo Felgueiras.
Entre as principais questões identificadas, Pedro Bezerra destaca a insuficiência de clubes subscritores. “Dos 18 clubes que apoiam a Lista B, apenas 11 apresentaram as três assinaturas necessárias e devidamente carimbadas, conforme estipulado. Esses 11 clubes representam apenas 12,4% do total de clubes filiados na AFVC, não atingindo o mínimo de 20% exigido pelo Artigo 16º, ponto 1, dos Estatutos. Além disso, os 100 votos associados a esses clubes não são suficientes, ficando aquém dos 119 votos necessários para atender ao requisito mínimo”, lê-se.
Outro ponto refere-se à ligação institucional dos membros da Lista B. “Vários integrantes mantêm vínculos com a AFVC, atuando como dirigentes, árbitros, treinadores ou atletas. Contudo, não foi apresentada documentação que comprove a desvinculação desses indivíduos de suas funções, em desacordo com os Artigos 13º, ponto 3, e 14º, ponto 1, alínea f, dos Estatutos”, adianta a nota.
“A Lista B falhou em apresentar os certificados de registo criminal de seus membros, o que impossibilita a verificação da elegibilidade, conforme exigido pelo Artigo 14º, ponto 1, alínea 3, dos Estatutos da AFVC”, acusa ainda a lista A.
Perante as alegadas irregularidades, a Lista A solicitou à mesa da assembleia da AFVC “uma nova consulta ao processo antes da tomada de posse, visando assegurar que todas as candidaturas estejam em conformidade com os requisitos estatutários, especialmente no que tange à elegibilidade dos membros da Lista B”.
A tomada de posse está agendada para esta sexta-feira, dia 28 de fevereiro, no Forte Santiago da Barra.