O clube justifica a decisão com a falta de apoios específicos e o esgotamento dos recursos internos.
Em comunicado, lembra que o projeto representou “um esforço hercúleo” de técnicos, atletas, dirigentes e famílias, com treinos frequentemente individualizados e adaptações constantes. “Foram ultrapassados os meios de que o clube dispunha”, reconhece a direção.
A DKC investiu cerca de 18 mil euros em material de treino e competição, contando apenas com apoio pontual do IPDJ para embarcações destinadas ao lazer. Muitas vezes, os custos foram partilhados entre atletas e familiares. O acompanhamento técnico chegou a ser feito “à braçola”, em embarcações sem motor, relata o clube.
Apesar das dificuldades, a equipa vianense alcançou alguns títulos nacionais através de atletas como Lucas Borges e R. Esteves, campeões nacionais em 2024, bem como a presença de vários praticantes nos pódios das principais provas nacionais.
O clube lamenta ainda que alguns dos atletas tenham transitado para clubes vizinhos com melhores condições de treino, depois de terem sido formados em Viana desde a iniciação. O objetivo de levar um atleta aos Jogos Paralímpicos não se concretizou.
Com o fim da vertente competitiva, a DKC de Viana continuará a promover atividades de lazer e canoagem inclusiva para pessoas com deficiência, em parceria com instituições como a APPACDM, que envolve cerca de 200 utentes.
“Foi uma jornada magnífica, com muitas alegrias e momentos felizes”, sublinha a direção, agradecendo o empenho de atletas, voluntários e famílias ao longo do projeto.
Criada em 2010 pelo Comité Paralímpico Internacional, a paracanoagem estreou-se nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Em Portugal, continua a ser uma modalidade com expressão limitada, mas em crescimento.