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Há 2 horas

Intercâmbio com Espanha aproxima estudantes da Escola Superior Agrária

Rádio Geice

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Sair da sala de aula, cruzar fronteiras e comparar realidades foi o ponto de partida de um intercâmbio educativo que trouxe estudantes espanhóis à Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo e colocou a agricultura e a floresta no centro de uma experiência formativa prática, partilhada e com dimensão europeia.

Durante três dias, o sotaque espanhol misturou-se com o português pelos corredores da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo (ESA-IPVC). Entre visitas técnicas, conversas informais e contacto direto com o território, duas dezenas de estudantes e dois docentes do Centro Integrado de Formação Profissional de Almázcara, em Espanha, viveram uma experiência de intercâmbio que foi muito além da sala de aula e dos laboratórios e colocou em diálogo diferentes formas de aprender, trabalhar e pensar a agricultura e a floresta.

A estadia em Ponte de Lima integrou um intercâmbio educativo e formativo transfronteiriço, apoiado pelo Interreg POCTEP 2021-2027, pela CCDR Norte e integralmente financiado pela Junta de Castilla y León, envolvendo também estudantes do CTeSP em Gestão de Empresas Agrícolas da ESA-IPVC. Ao longo do programa, os participantes partilharam práticas, conheceram equipamentos e tecnologias que não existem nas suas instituições de origem e contactaram com uma oferta formativa marcada pela proximidade ao território, pela aplicação prática do conhecimento e pela ligação às atuais exigências ambientais e florestais, lançando as bases para futuras mobilidades académicas, nomeadamente no âmbito do Erasmus+.

A experiência foi valorizada pelos estudantes espanhóis, que destacaram a dimensão da Escola Superior Agrária do IPVC, a diversidade de áreas de formação e o contacto com equipamentos e tecnologias diferenciadoras como mais-valias da passagem por Ponte de Lima. “Fomos tratados como em casa e sentimo-nos muito integrados. A Escola Superior Agrária cobre uma grande área, com muita diversidade de atividades e recursos que não temos”, refere Andrea Iglesias Gallego, de 36 anos, sublinhando o interesse pelas tecnologias emergentes. “Durante estes dias, percebi que vocês estão a apostar na área dos drones e fiquei muito surpreendida, porque é uma área muito atual. É o futuro da área florestal e aqui já estão a trabalhar nesse caminho.”

Já Pablo Suárez Rozada, de 23 anos, destaca o carácter prático do intercâmbio. “Tivemos contacto com equipamentos e experiências diferentes da nossa realidade. Aprendemos muito e gostamos da forma como as atividades foram organizadas”, afirma o estudante, que pretende seguir carreira como agente florestal e considera fundamental a repetição deste tipo de iniciativas.

Do Grupo Disciplinar do CTeSP em Gestão de Empresas Agrícolas, da ESA-IPVC, a docente Susana Mendes, fala da importância pedagógica e estratégica do intercâmbio com o Centro espanhol, dizendo que “as formações são complementares. O CIFP de Almázcara tem uma forte componente florestal, que não está tão desenvolvida na nossa Escola, e isso representa uma mais-valia para os nossos estudantes”.

Susana Mendes defende ainda que o contacto com esta realidade reforça a reflexão sobre o território do Alto Minho. “As explorações agrícolas da região têm uma componente florestal muito relevante e este intercâmbio ajuda os estudantes a compreender melhor a importância de modelos agroflorestais mais sustentáveis”, acrescenta, sublinhando ainda a intenção de consolidar parcerias. “Eles estiveram connosco esta semana e, na próxima, serão os nossos estudantes a deslocar-se a Espanha.”

Totalmente financiado pela Junta de Castilla y León, o intercâmbio incluiu não só visitas à Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo, mas também atividades técnicas e contacto direto com o território, nomeadamente no Parque Nacional da Peneda-Gerês, com uma visita à Porta do Mezio, em Arcos de Valdevez. Além da vertente formativa imediata, a iniciativa abre perspetivas de continuidade académica, podendo estes estudantes espanhóis vir a ingressar no Politécnico de Viana do Castelo, mais concretamente em cursos de licenciatura ou de mestrado, nas áreas do ambiente e do território.

Esta ação reforça o papel da Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo na cooperação transfronteiriça e na formação de profissionais qualificados para responder aos desafios ambientais e florestais da região.

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