O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, revelou à Lusa que a autarquia se disponibilizou para suportar os custos de uma ou duas salas.
“Assumiram [Cineplace] que não tinham condições para manter as salas de cinema em funcionamento. Pedi informação sobre os custos associados de uma ou duas salas e estou a aguardar. Tive para mim que não [encerrariam] sem voltarmos a falar, nomeadamente para ponderar custos. Não fazia sentido fechar para depois reabrir caso a câmara assumisse os custos de funcionamento”, afirmou o autarca socialista.
Segundo os dados mais recentes do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), em 2025 a Cineplace explorava 62 salas de cinema em 12 complexos, sendo a segunda maior exibidora, atrás da NOS Lusomundo Cinemas, líder do mercado com 218 ecrãs.
Desses 12 complexos, a Cineplace encerrou em 2025 os cinemas em Portimão e no Algarve Shopping, na Guia, ambos no distrito de Faro, assim como no Madeira Shopping, no Funchal, e no Rio Sul Shopping, no Seixal (Setúbal).
A Cineplace é uma marca pertencente à exibidora brasileira Grupo Orient, que opera em Portugal desde 2013, depois de ter assinado um acordo com a Sonae Sierra, proprietária de vários centros comerciais no país.