Em comunicado, a PJ adianta que “a diligência foi desencadeada na sequência de fortes indícios da criação e utilização de uma conta de correio eletrónico através da qual terão sido difundidos conteúdos atentatórios do bom nome e reputação do ofendido, contendo imputações falsas suscetíveis de o prejudicar pessoal e profissionalmente”.
“As comunicações terão sido remetidas a diversos destinatários, incluindo órgãos de comunicação social, com o propósito de ampliar a sua divulgação pública”, acrescenta.
No decurso da operação “Maledicência”, em resultado da busca domiciliária levada a cabo na residência do visado, localizada no concelho de Viana do Castelo, foram “identificados e apreendidos um telemóvel descartável e equipamento informático presumivelmente utilizados na prática dos factos sob investigação, designadamente na criação e utilização da conta de correio eletrónico em causa”.
Esta ação contou ainda com o apoio de peritos informáticos – Especialistas de Polícia Científica da PJ, que efetuaram uma análise preliminar, in loco, à documentação e aos equipamentos informáticos que estão agora a ser objeto de uma análise técnico-pericial mais minuciosa, tendo em vista o cabal apuramento da verdade material.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Viana do Castelo.