“O tempo veio dar-nos razão. Os estaleiros foram e são economicamente viáveis”, afirmou, acrescentando que “a privatização foi um belo negócio para uns, mas teve consequências visíveis na economia regional e nacional”.
As declarações foram feitas durante a sessão de abertura das jornadas parlamentares que o PCP está a realizar durante dois dias em Viana do Castelo, sob o lema “Direitos, Produção e Desenvolvimento”.
Na intervenção, o líder comunista abordou ainda outros temas, nomeadamente os incêndios que afetaram o distrito. “É insuportável continuarmos, ano após ano, a lamentar as consequências do flagelo dos incêndios sem que nada de substancial e estrutural seja feito”, afirmou, defendendo que as medidas necessárias para enfrentar o problema “há muito que estão identificadas”.
Raimundo referiu também a empresa responsável pela gestão do sistema de águas da região do Alto Minho, sublinhando que se trata de uma entidade contra a qual os comunistas “sempre se bateram”.
O secretário-geral do PCP alertou ainda para aquilo que considera ser um processo de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde. Como exemplo, apontou o serviço de radiologia do Hospital de Santa Luzia, que disse ter sido concessionado a uma empresa privada “por alguns milhões”, apesar de funcionar “num edifício do Estado e com equipamentos do Estado”.
Durante a intervenção, apontou ainda várias fragilidades do distrito, nomeadamente no acesso à habitação, que classificou como “uma ultra-maratona cada vez menos acessível”. Referiu também a falta de professores e a necessidade “urgente” de criação de uma rede pública de creches.