“No âmbito deste projeto têm sido promovidas não só atividades junto do público escolar como workshops para público geral, dinamizados por biólogos especialistas, com o objetivo de identificar espécies em saídas de campo e capacitar os cidadãos a reconhecer as principais características morfológicas dos grupos-alvo, refletindo o compromisso do Município em aproximar a ciência, os decisores políticos e a sociedade para a conservação e divulgação do património biológico da região”, refere a autarquia vianense em comunicado.
Com mais de quinze grupos de espécies registados, o grupo com mais registos corresponde às aves, totalizando 40% do total de registos validados na plataforma, seguido dos insetos, das plantas e dos fungos.
Entre as várias espécies reportadas pela comunidade de cientistas cidadãos, destaque não só para o junco-agulha-anão (Eleocharis parvula), planta com estatuto de conservação em Portugal de “Criticamente em perigo” e com distribuição muito restrita no nosso país, sendo conhecidas apenas quatro populações, uma delas no estuário do rio Lima descoberta em 2024 durante a dinamização do workshop “BioRegisto: Flora aquática, ripícola e halófita”, como também para o ganso-de-faces- brancas (Branta leucopsis) espécie rara em Portugal e cujo registo foi reportado ao Comité Português de Raridades, entidade que valida registos de aves raras ou acidentais em Portugal (continente e arquipélagos).
“Para além do BioRegisto, a Câmara Municipal tem desenvolvido um conjunto de iniciativas no âmbito da Rede Municipal de Ciência, promovendo a exploração da biodiversidade e dos espaços naturais no concelho nas mais diversas áreas da biologia. “, acrescenta.
O BioRegisto ( https://ambiente.cm-viana-castelo.pt/bioregisto ) foi criado em 2018 com o principal objetivo a divulgação e georreferenciação da biodiversidade da região, contribuindo para a sua conservação através do conhecimento.