O protesto, que decorreu em frente ao Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Viana do Castelo, insere-se numa ação a nível nacional, com manifestações também no Porto e em Lisboa.
“A empresa, com sede em Matosinhos, entrou para o IPVC em janeiro deste ano e nunca pagou corretamente. Estamos com salários em atraso desde março e não nos dão qualquer resposta”, afirmou Maria de Jesus Barreto, uma das funcionárias.
“Já vamos em meados de abril e não recebemos. Não temos descontos na Segurança Social, não temos nada afixado no nosso local de trabalho (horário, mapa de férias). É uma empresa fantasma que entrou ali e nunca ninguém deu a cara. Somos 14 mulheres, algumas com filhos que já não comem há cinco dias”, denuncia.
IPVC manifesta “total solidariedade” e exige “o imediato esclarecimento da situação e a sua rápida regularização”
Em comunicado, o IPVC refere que teve conhecimento da situação reportada pelas trabalhadoras da empresa contratada para a prestação de serviços de limpeza nas suas instalações, garantindo que tem acompanhado “com preocupação” os desenvolvimentos, incluindo a manifestação realizada junto da instituição.
O instituto manifesta ainda “total solidariedade” para com as trabalhadoras afetadas, reconhecendo a legitimidade das suas preocupações, sublinhando o impacto da situação na estabilidade pessoal, familiar e profissional.
O IPVC esclarece, contudo, que tem vindo a cumprir integralmente todas as suas obrigações contratuais e financeiras para com a empresa adjudicatária, não existindo qualquer incumprimento da sua parte no âmbito do contrato em vigor.
Segundo a instituição, trata-se de uma situação da responsabilidade da empresa contratada, à qual compete assegurar o pagamento atempado dos salários, bem como o cumprimento das restantes obrigações laborais e legais.
O politécnico lamenta os constrangimentos causados, tanto às trabalhadoras como ao normal funcionamento dos serviços, que se encontram, neste momento, reduzidos ao mínimo em termos de limpeza.
Perante a gravidade do caso, o IPVC afirma ter desenvolvido diligências junto da empresa prestadora de serviços, exigindo o esclarecimento imediato da situação e a sua rápida regularização, admitindo recorrer aos mecanismos contratuais e legais caso tal se revele necessário.
Ainda assim, a instituição recebeu esta manhã representantes das trabalhadoras, tendo escutado as suas preocupações e garantindo que continuará a acompanhar o processo com sentido de responsabilidade, defendendo o interesse público, a dignidade dos trabalhadores e o regular funcionamento dos serviços.