“Estes pequenos peixes, designados nas primeiras semanas de vida como alevins, têm uma origem muito especial: descendem de trutas do próprio rio Âncora, capturadas no seu troço superior, na vertente ocidental da Serra de Arga”, refere a geógrafa Andreia Amorim Pereira.
“Este cuidado garante a preservação das características genéticas únicas da população local, aumentando a probabilidade de sobrevivência e a sua adaptação ao meio natural”, acrescenta.
A largada das jovens trutas foi realizada em oito locais diferentes ao longo do rio, escolhidos por oferecerem as melhores condições ecológicas para que estas trutas cresçam e sobrevivam. Cada ponto representa uma nova oportunidade para reforçar a vida nestes ecossistemas.
“Esta iniciativa é um passo importante na proteção do rio Âncora e da biodiversidade. Num tempo em que os habitats naturais enfrentam ameaças como a poluição e a pesca excessiva, às quais se somam os impactos das alterações climáticas, a presença da truta fário — uma espécie sensível à qualidade da água — é um importante indicador da saúde ambiental”, salienta.