Entre 1 de junho a 30 de setembro, os militares voltam a assegurar ações de patrulhamento e vigilância, numa ação preventiva que decorre desde 2011 e que tem como foco proteger “parte essencial da identidade” vianense.
Na assinatura do protocolo, o Comandante da Escola dos Serviços indicou que esta é uma missão “que exige elevada coordenação” e destacou “o sentido de honra institucional e o sentido de serviço público” que justificam esta parceria fomentada por “relações institucionais de longa data”.
O Coronel Paulo Jorge Rainha realçou que a defesa da floresta “é um verdadeiro desígnio nacional”, indicando que a Serra de Santa Luzia “é muito mais do que um espaço natural de reconhecida beleza paisagística, é um símbolo identitário, representa um sentimento de pertença”.
Por isso, considerou, “protegê-la é preservar uma parte essencial da identidade desta população”, indicando que serão 8 os militares destacados para esta missão, entre 4 sargentos e 4 praças.
O responsável disse que esta vigilância dos militares “representa a diferença entre segurança e tragédia, entre preservação e perda irreparável”, assegurando que “servir Portugal é proteger o seu terreno, as suas florestas e as suas comunidades”.
Já o autarca vianense, Luís Nobre, considerou ser “um privilégio” para Viana do Castelo poder contar com este protocolo, que representa “um investimento no planeamento” e uma ação “que nos deixa tranquilos, que nos deixa com a consciência de que fizemos de tudo para proteger o território”.
“Este protocolo tem tido resultados extraordinários. Tivemos ciclos muito complexos, em que se repetiram eventos dramáticos e, desde que assumimos este protocolo, o ciclo inverteu.se completamente”, reconheceu o Presidente da Câmara.
À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, os militares do exército da Escola dos Serviços da Póvoa do Varzim vão vigiar a Serra de Santa Luzia no período mais crítico, alargando-se este ano o prazo por mais uma quinzena, vigorando o protocolo já a partir de 1 de junho.
Recorde-se que esta colaboração entre as duas entidades iniciou após incêndios no Verão de 2005 e 2010 que, entre outros locais, atingiram a Serra de Santa Luzia.