O ritmo, as cores e as tradições de dez nações estão prestes a invadir o Alto Minho. O festival Folk “O Mundo a Dançar” regressa para a sua 41.ª edição, reafirmando-se como um dos maiores e mais antigos eventos de intercâmbio cultural em Portugal. Organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita, o festival conta com o selo de qualidade do CIOFF (parceiro oficial da UNESCO) e da INATEL.
Em 2026, o cartaz reúne um elenco de luxo que reflete a riqueza do património imaterial global. Entre os grupos convidados, destacam-se:
-
Ásia: O misticismo do YiTzy Folk Dance Theatre, de Taiwan, que funde dança clássica e contemporânea.
-
África: A energia contagiante do Kikwetu Afrika, do Quénia.
-
Américas: O “Siriri” brasileiro do Flor de Atalaia (Cuiabá), o folclore andino do Equador e da Bolívia, as tradições indígenas do México e a diversidade do American Folk Ensemble (EUA).
-
Europa: A precisão rítmica da Sérvia (TUCOVIC) e o rigor histórico do grupo “Sebastia” da Arménia.
-
Anfitriões: Portugal faz-se representar pelo Rancho de Barbeita (Monção) e pelo Grupo Etnográfico Os Pescadores do Castelo (Leça da Palmeira).
Fiel ao seu conceito de descentralização, o festival não se fixa num único palco. A programação percorre nove municípios do distrito de Viana do Castelo e cruza a fronteira para uma etapa em Espanha:
-
1 de agosto (Sábado): Abertura oficial na icónica Fortaleza de Valença (Cortinas de S. Francisco).
-
2 de agosto (Domingo): A mística Gala D’Aliança, na Ponte de Mouro, em Barbeita.
-
3 de agosto (Segunda): Espetáculo no centro de Paredes de Coura.
-
4 de agosto (Terça): Dupla jornada em Vila Nova de Cerveira (Terreiro) e nas muralhas de Salvaterra do Miño (Espanha).
-
5 de agosto (Quarta): Atuação no Anfiteatro da Ponte Nova, em Arcos de Valdevez.
-
6 de agosto (Quinta): Dia intenso em Monção (ateliers de manhã) e espetáculo noturno em Ponte de Lima (Arnado).
-
7 de agosto (Sexta): O folclore chega ao largo da feira de Melgaço.
-
8 de agosto (Sábado): Noite de gala no centro de Ponte da Barca.
-
9 de agosto (Domingo): Grande encerramento em Monção, com a Gala do Alvarinho no Campo da Feira.
O Folk “O Mundo a Dançar” é reconhecido pela sua capacidade de criar laços. Os grupos chegam dias antes para se instalarem na região, convivendo com as comunidades locais. Além dos grandes palcos, o festival promove ateliers de dança e desfiles de rua, permitindo que o público aprenda os passos de danças milenares e toque instrumentos exóticos.
Num mundo cada vez mais globalizado, o festival serve como um lembrete da importância de preservar a identidade de cada povo. Como refere a organização, o objetivo é “evangelizar em diálogo com o mundo”, usando a dança como a linguagem universal da fraternidade.