A Câmara Municipal de Viana do Castelo deu “luz verde” à construção de um dos projetos mais ambiciosos da região no que toca à investigação e desenvolvimento tecnológico. O edifício Sustemare, com uma estimativa orçamental de 3,66 milhões de euros, será erguido nos terrenos da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).
Uma infraestrutura de vanguarda na Praia Norte
O projeto prevê a construção de um edifício de dois pisos, com uma área bruta de construção superior a 2.800 metros quadrados. O espaço foi desenhado para acolher um ecossistema completo de inovação, incluindo:
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Laboratórios de alta especialização;
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Gabinetes e salas de formação;
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Áreas de open space para colaboração entre investigadores e empresas;
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Zonas de demonstração tecnológica.
Parceria estratégica e financiamento
A viabilização do projeto assenta num protocolo tripartido aprovado entre o Município, a Associação Sustemare e o IPVC. Esta cooperação visa garantir o sucesso da candidatura ao programa Norte 2030.
A repartição do investimento está já definida:
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Câmara Municipal: Cerca de 3,9 milhões de euros destinados à construção e fiscalização da obra.
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Associação Sustemare: Investimento de 1,1 milhões de euros em equipamentos de ponta e revisão do projeto.
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IPVC: Responsável pelo projeto de arquitetura e especialidades, avaliado em 123 mil euros.
Direito de superfície por 30 anos
Para permitir a construção em terrenos do Politécnico, o IPVC constituirá a favor do Município um direito de superfície sobre o imóvel por um período de 30 anos. Este acordo estipula que a construção deve ser concluída num prazo máximo de 5 anos. Após a conclusão da obra, a gestão e manutenção corrente do edifício passarão para a responsabilidade da Associação Sustemare.
Foco nas energias do futuro
O Centro Sustemare terá como missão principal a investigação, desenvolvimento e transferência de conhecimento em áreas estratégicas como as energias oceânicas e tecnologias marinhas. Com este novo polo, Viana do Castelo pretende não só atrair talento e investigadores de renome, mas também apoiar as empresas locais e internacionais na transição para uma economia mais sustentável e ligada ao mar.
Esta aprovação unânime reflete o consenso político sobre a importância estratégica do projeto para o desenvolvimento territorial, científico e tecnológico de Arcos de Valdevez e de todo o Alto Minho.