“Alvarães foi, ao longo da sua história, uma terra marcada pela emigração, com especial incidência nas décadas de 1960 e 1970. Foram centenas as famílias que partiram rumo a diferentes destinos, sobretudo para países europeus como França e Alemanha, mas também para o outro lado do Atlântico, nomeadamente para o Brasil e a Argentina, levando consigo a esperança de construir um futuro mais próspero para si e para os seus familiares”, refere a Junta de Freguesia em comunicado.
“Hoje, a diáspora alvaranense encontra-se espalhada pelos quatro cantos do mundo, mantendo, porém, uma forte ligação às suas raízes e à terra que os viu nascer. O monumento agora inaugurado pretende eternizar esse percurso de coragem, sacrifício e perseverança, reconhecendo o contributo dos emigrantes para o desenvolvimento das suas famílias e para a afirmação da identidade de Alvarães além-fronteiras”, salienta.
“A obra representa uma porta, um símbolo profundamente ligado à experiência da emigração. É a porta que se fecha quando chega o momento da partida, deixando para trás a casa, a família e a terra natal, em busca de uma vida melhor. Mas é também a mesma porta que permanece aberta ao mundo e que, anos mais tarde, acolhe de braços abertos aqueles que regressam às suas origens, preservando os laços de pertença que nunca se quebram”, acrescenta.
Com esta iniciativa, a Junta de Freguesia pretende “expressar o reconhecimento e a gratidão de toda a comunidade para com os homens e mulheres que, através do seu trabalho, dedicação e espírito de sacrifício, escreveram uma parte importante da história de Alvarães”
A cerimónia de inauguração é aberta à população.