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Desporto

Há 58 minutos

Presidente da Viana Ciclável vai fazer 4.700 quilómetros de bicicleta até à Turquia

Rádio Geice

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David Mendes, presidente da Viana Ciclável, parte segunda-feira, 5 de outubro, de Viana do Castelo rumo a Antália, na Turquia. São 4.700 quilómetros de bicicleta, percorridos a solo e sem apoio motorizado ou equipa de suporte.

O objetivo é chegar a Antália a 9 de novembro, a tempo da abertura da 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, a COP31.

“São 4.700 quilómetros, 37.000 metros de desnível acumulado, o equivalente a escalar o Evereste mais de quatro vezes, 11 países e duas travessias de ferry. Da Peneda-Gerês aos Pirenéus, dos Alpes ao Carste dos Balcãs, do desfiladeiro de Katara ao planalto de Taurus, até descer para Antália”, adianta a Viana Ciclável, em comunicado.

Uma mensagem política em duas rodas

“A expedição é um gesto simbólico e uma pergunta lançada a partir de Viana do Castelo: se um ciclista comum consegue atravessar um continente inteiro dentro dos limites de recursos do planeta, o que impede uma cidade, um país ou um sistema inteiro de encontrar formas sustentáveis de se mover?”, explica a Viana Ciclável, em comunicado.

David Mendes parte em representação da Viana Ciclável, em parceria com a COP Bike Ride — uma estafeta ciclística que mobilizou mais de 1.000 ciclistas de 20 países na COP30 de 2025 e que em 2026 aponta a 10.000 participantes,  a International Degrowth Network, a MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

“No saco, seguem compromissos formais do município e mensagens para chegar às mesas de negociação da COP31, exigindo uma mudança de paradigma na mobilidade urbana”, rerefe a nota.

A expedição homenageia ainda as vítimas de violência rodoviária contra ciclistas — entre elas Fátima Linhares, morta aos 38 anos em Barcelos, Finlay Tarley, de 19 anos morto em Ponte de Lima, Rafael Rijo, de 33, e Pedro Sobral, de 51 anos — cujas memórias, nas palavras da Viana Ciclável, “não podem continuar a ser apenas um registo estatístico de sinistralidade rodoviária”.

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