O objetivo é chegar a Antália, na Turquia, a 9 de novembro, a tempo da abertura da 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP31).
São 4.700 quilómetros de bicicleta, percorridos a solo e sem apoio motorizado ou equipa de suporte.
Uma mensagem política em duas rodas
A expedição pretende chamar a atenção para a necessidade de uma mobilidade mais sustentável.
“A expedição é um gesto simbólico e uma pergunta lançada a partir de Viana do Castelo: se um ciclista comum consegue atravessar um continente inteiro dentro dos limites de recursos do planeta, o que impede uma cidade, um país ou um sistema inteiro de encontrar formas sustentáveis de se mover?”, questiona a associação.
David Mendes parte em representação da Viana Ciclável, em parceria com a COP Bike Ride, uma iniciativa que mobilizou mais de mil ciclistas de 20 países na COP30, em 2025. Para 2026, a organização aponta a participação de 10 mil ciclistas.
A expedição conta ainda com o apoio da International Degrowth Network, da MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e da Câmara Municipal de Viana do Castelo.
“No saco, seguem compromissos formais do município e mensagens para chegar às mesas de negociação da COP31, exigindo uma mudança de paradigma na mobilidade urbana”, refere a nota.
A iniciativa presta também homenagem a ciclistas vítimas de violência rodoviária, entre os quais Fátima Linhares, morta aos 38 anos, em Barcelos; Finlay Tarley, de 19 anos, morto em Ponte de Lima; Rafael Rijo, de 33 anos; e Pedro Sobral, de 51 anos.
As suas histórias, sublinha a Viana Ciclável, “não podem continuar a ser apenas um registo estatístico de sinistralidade rodoviária”.