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UNIPVC desafia escolas secundárias a construir novas respostas para os futuros estudantes

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Uma consulta sem exames, análises ou cartão de utente. Em vez disso, pulseiras de triagem, experiências em laboratórios, contacto com simuladores clínicos e desafios que exigiram a participação de todos. Foi assim que a Universidade Politécnica de Viana do Castelo (UNIPVC) recebeu docentes, diretores e psicólogos das escolas secundárias e profissionais para a oitava edição do “Juntos Neste Percurso | Rede Partilhada de Educação”. Realizado na Escola Superior de Saúde, o encontro deu a conhecer a oferta formativa e os recursos da Universidade, mas foi também um exercício de escuta: perceber o que precisam os profissionais que acompanham os jovens na escolha do ensino superior e que respostas podem ser construídas em conjunto.

À chegada à Escola Superior de Saúde da UNIPVC, os participantes não encontraram a habitual receção de uma reunião institucional. Houve admissão, triagem e distribuição de pulseiras vermelhas, laranjas, amarelas e verdes. Cada cor correspondia a uma dimensão do encontro: experimentar, aproximar, informar e ouvir.

A organização dos grupos obedeceu também a um propósito. Os profissionais da mesma instituição de ensino foram distribuídos por equipas diferentes, incentivando o contacto entre docentes, diretores e psicólogos de várias escolas secundárias e profissionais.

Era o início de uma manhã em que ninguém ficaria apenas a assistir. O programa foi desenhado para proporcionar experiências práticas, apresentar informação relevante para a orientação dos estudantes e criar oportunidades de reflexão conjunta.

A escolha da Escola Superior de Saúde como anfitriã representou igualmente uma opção estratégica da UNIPVC. Durante vários anos, o encontro decorreu nos Serviços Centrais da instituição. Em 2025, passou para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão, dando início a um modelo descentralizado que permite aos participantes conhecer diretamente as diferentes unidades orgânicas.

Mais do que ouvir falar dos cursos, a intenção é que estes profissionais possam visitar os espaços onde decorre a formação, conhecer os equipamentos e laboratórios, contactar com docentes e estudantes e compreender as competências que os futuros diplomados desenvolvem ao longo do percurso académico.

Para a vice-reitora da UNIPVC, Ana Paula Vale, coordenadora do Gabinete de Comunicação e Imagem, a realização destes encontros nas diferentes escolas da Universidade representa uma aposta no conhecimento direto da instituição e no reforço da relação com os profissionais que acompanham os jovens nas suas escolhas académicas.

“Queremos que os professores, diretores e psicólogos conheçam a UNIPVC para além dos cursos que apresentamos. Que entrem nas nossas escolas, conheçam os laboratórios, os equipamentos, os docentes e os estudantes, e percebam como se aprende e trabalha em cada área. Mas queremos também ouvi-los. São estes profissionais que estão diariamente com os jovens, que conhecem as suas dúvidas e expectativas, e essa experiência é fundamental para percebermos como podemos melhorar a informação que disponibilizamos e a forma como os apoiamos na transição para o ensino superior”, sublinha Ana Paula Vale.

Da fisioterapia à simulação clínica: conhecer a escola através da experiência

A primeira parte do programa levou os participantes a percorrer diferentes espaços da Escola Superior de Saúde. Organizados em grupos, com tempos definidos para cada atividade, todos passaram por quatro experiências, preparadas com a participação ativa de estudantes, docentes e trabalhadores não docentes.

Na estação Quick Massage, experimentaram massagens de relaxamento e estimulação, com duração aproximada de 10 a 15 minutos. Já no espaço Fisio ON, participaram em exercícios de fisioterapia, numa oportunidade para conhecer melhor uma das novidades da oferta formativa da UNIPVC: a licenciatura em Fisioterapia, que está a decorrer na sua primeira edição.

A Estimulação Cognitiva propôs atividades de memória, raciocínio e reflexão, enquanto a Imersão Clínica abriu as portas dos laboratórios e permitiu o contacto com simuladores de baixa, média e alta fidelidade, utilizados na formação dos estudantes da área da saúde.

As quatro experiências mostraram diferentes dimensões do ensino na Escola Superior de Saúde e permitiram perceber, de forma prática, como os conhecimentos são trabalhados e aplicados ao longo da formação.

Para os profissionais que acompanham estudantes na escolha de um curso superior, esta aproximação representa uma oportunidade de conhecer, para além dos planos de estudos, os ambientes de aprendizagem, os recursos disponíveis e algumas das exigências associadas às diferentes áreas profissionais.

Uma Universidade com novidades em todas as escolas

A componente informativa teve também um lugar central no encontro. Os participantes conheceram as principais novidades da oferta formativa da UNIPVC, desde cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) e licenciaturas até mestrados, pós-graduações e doutoramentos.

A Escola Superior de Educação (ESE-UNIPVC) apresentou várias novidades, entre as quais o CTeSP em Cuidados Gerontológicos e Geriátricos, que permitirá o prosseguimento de estudos na licenciatura em Gerontologia. Foi também anunciado o regresso da pós-graduação em Administração e Gestão Escolar e Inovação Educacional. Estão também a decorrer as primeiras edições dos mestrados em Património Cultural Digital e em Tecnologias da Informação e Comunicação em Educação. A Escola aguarda ainda a aprovação de um doutoramento na área da formação de professores, que poderá tornar-se o quarto programa doutoral da instituição.

Na Escola Superior Agrária (ESA-UNIPVC), foi apresentada a substituição da licenciatura em Engenharia do Ambiente e Geoinformática pela licenciatura em Engenharia de Biossistemas.

Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-UNIPVC), as novidades incluem o regresso do CTeSP em Qualidade Alimentar e o doutoramento em Design para a Inovação Regional, que está a decorrer na sua primeira edição.

A Escola Superior de Saúde (ESS-UNIPVC) e na formação pós-graduada, foram destacados o doutoramento em Enfermagem e o regresso dos mestrados em Enfermagem de Reabilitação, Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica e Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica.

Na Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE-UNIPVC), foram apresentados os CTeSP em Gestão Industrial e Negócios Digitais, ambos a funcionar no polo de Arcos de Valdevez pela primeira vez.

Já na Escola Superior de Desporto e Lazer (ESDL-UNIPVC), está a decorrer o doutoramento em Ciências do Desporto, o primeiro programa doutoral da UNIPVC.

A apresentação não se limitou aos cursos. Foram também abordados os diferentes mecanismos de apoio aos estudantes, incluindo bolsas, prazos de candidatura, procedimentos de acesso e regras de atribuição.

E se o diagnóstico fosse feito por quem conhece as dúvidas dos estudantes? Depois de conhecerem as instalações, experimentarem atividades e receberem informação sobre a oferta formativa, chegou o momento de inverter os papéis.

Os participantes foram convidados a identificar dificuldades e dúvidas que surgem frequentemente entre os candidatos ao ensino superior, analisá-las em grupo e procurar possíveis soluções.

A dinâmica recuperou o conceito que acompanhou toda a iniciativa, organizada como uma consulta. Depois da admissão, da triagem e das experiências, era tempo de formular um diagnóstico e contribuir para uma prescrição.

A pergunta lançada pela organização sintetizou o desafio: “Qual é a sua prescrição para aproximar a escola e a Universidade?” O exercício procurou valorizar a experiência de quem acompanha diariamente os jovens, conhece as suas expectativas e receios e participa no processo de decisão sobre o futuro académico.

Ao reunir profissionais de diferentes instituições nos mesmos grupos, a UNIPVC criou também condições para confrontar perspetivas, partilhar práticas e identificar necessidades que ultrapassam a realidade de uma única escola.

Criatividade, experiências e proximidade entre os aspetos mais valorizados

A avaliação realizada no final do encontro permitiu conhecer a perspetiva dos participantes sobre a oitava edição do “Juntos Neste Percurso”. Nas respostas ao questionário, a criatividade, a originalidade, a interatividade e a proximidade foram alguns dos aspetos mais frequentemente valorizados.

“A riqueza das experiências, os momentos que despertaram emoções, a originalidade da iniciativa e a proximidade da interação”, destacou um dos participantes. Outro referiu a importância de “conhecer a escola de saúde e os seus laboratórios e equipamentos, conhecer o que fazem em cada curso”, acrescentando que os trabalhos realizados em grupo permitiram melhorar as relações interpessoais.

A estrutura da manhã mereceu igualmente referências positivas. Houve quem destacasse a combinação de “atividades imersivas; consultoria/cocriação; e informativas”, reconhecendo a articulação entre os momentos de experimentação, reflexão e apresentação de conteúdos.

A forma como a UNIPVC tem procurado renovar a iniciativa ao longo dos anos também foi assinalada. “Como sempre, a criatividade para abordar temas semelhantes ao longo 8 anos”, escreveu um dos inquiridos. Outro resumiu a sua expectativa para o futuro numa frase: “Continuar a surpreender os participantes”. Entre as respostas surgiram ainda referências ao “acolhimento sempre muito caloroso”, ao dinamismo e à organização das atividades.

A descentralização do encontro encontrou também eco nas avaliações. “Agora quero conhecer outras escolas e cursos da UNIPVC. Obrigada!”, escreveu uma das participantes, reforçando o interesse pelo contacto direto com as diferentes unidades orgânicas.

Empregabilidade, inteligência artificial e orientação vocacional entre os desafios identificados

O questionário não serviu apenas para avaliar o que correu bem. As respostas permitiram identificar áreas em que os participantes gostariam de receber informação mais aprofundada e temas que consideram relevantes para futuras edições. Um dos pedidos mais recorrentes relacionou-se com as saídas profissionais e a empregabilidade dos cursos. Os profissionais manifestaram interesse em conhecer dados concretos sobre taxas de empregabilidade, perspetivas de crescimento dos setores, salários de início de carreira e funções a que cada formação pode dar acesso. Esta informação está disponível na página de cada curso.

Numa das respostas mais desenvolvidas, um participante defendeu a importância de abordar também as oportunidades de carreiras internacionais, a articulação entre diferentes cursos, as possibilidades de dupla certificação ou titulação e a integração da inteligência artificial nas formações e nas respetivas saídas profissionais.

O objetivo, explicou, é dispor de “argumentos objetivos para uma orientação eficaz”. A inteligência artificial surgiu, aliás, como tema autónomo, através da sugestão de abordar os “desafios da educação e do emprego na era da IA”.

Outras propostas incidiram sobre o acesso ao ensino superior por estudantes estrangeiros, os apoios sociais disponíveis e os procedimentos de candidatura. Houve ainda quem sugerisse a participação de estudantes da Universidade para partilharem, na primeira pessoa, as suas experiências académicas.

No domínio da colaboração entre instituições, foram apresentadas ideias para desenvolver projetos conjuntos, criar oportunidades de partilha de metodologias de ensino e promover ações de capacitação dirigidas aos psicólogos, nomeadamente nas áreas da deontologia e da intervenção em crise.

Uma pedra, uma mensagem e um compromisso que regressa às escolas

Antes de terminar, os participantes receberam um último desafio. Desta vez, não envolvia cursos, laboratórios ou candidaturas.

Cada um foi convidado a escrever uma mensagem numa pedra. Depois, as pedras foram trocadas entre os participantes, para que cada profissional levasse consigo, para a respetiva instituição de ensino, as palavras deixadas por outra pessoa.

“Não estás sozinho”, “Foge para a frente!”, “Cair, levantar e seguir o caminho”, “Tudo é possível! Continua!”, “5, 4, 3, 2, 1 – Faz!”, “Acredita, sempre!”, “Por ti! Para ti! Pelo futuro!” e “Sorri! As coisas boas virão!” foram algumas das mensagens partilhadas.

O gesto encerrou uma manhã marcada por experiências, informação, reflexão e convívio, deixando uma recordação física da relação construída entre os participantes.

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