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Há 44 minutos

UNIPVC junta especialistas para debater riscos, monitorização e mitigação do gás radão

Rádio Geice

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Conhecer os riscos associados ao gás radão, perceber quando e como deve ser monitorizado e identificar soluções para reduzir a sua concentração nos edifícios são os principais objetivos da sessão técnica que a Universidade Politécnica de Viana do Castelo recebe no próximo dia 28. A iniciativa, com início às 13h30, reúne especialistas da UNIPVC, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), no Auditório Prof. Lima de Carvalho, em Viana do Castelo. A participação é gratuita, mas com inscrição obrigatória.

O gás radão é um gás radioativo de origem natural cuja presença nos edifícios exige particular atenção em territórios e construções com características mais suscetíveis à sua acumulação. A sessão pretende aumentar o conhecimento sobre os riscos associados à exposição, incentivar a monitorização em habitações, locais de trabalho e edifícios públicos e contribuir para uma maior prevenção e proteção da saúde.

Para António Curado, pró-reitor para a Sustentabilidade e Património da UNIPVC, é importante trazer o tema para a discussão académica e, simultaneamente, torná-lo compreensível para diferentes públicos. “É fundamental trazer o tema do gás radão e da qualidade do ar interior para a discussão em ambiente académico. O radão é um gás radioativo natural e a segunda principal causa de cancro do pulmão a nível mundial, mas a discussão do tema deve fazer-se sem mitos, falsas verdades ou alarmismos, simplificando o assunto sem perder o rigor técnico-científico”, salienta.

Geologia e características dos edifícios influenciam risco

A necessidade de monitorização não é igual em todo o território nem em todos os edifícios. De acordo com António Curado, a APA disponibiliza cartografia de suscetibilidade ao radão ao nível da freguesia e o risco está relacionado com a geologia local, sendo mais elevado em áreas com solos ricos em urânio e rádio, prevalentes nas regiões Norte e Centro do país.

As características e o estado de conservação dos edifícios influenciam também a acumulação do gás. Espaços em contacto direto com o solo, nomeadamente caves e subcaves, merecem particular atenção, sobretudo quando são utilizados como locais de trabalho permanentes e apresentam condições de ventilação insuficientes.

Quando a monitorização identifica concentrações que exigem intervenção, existem soluções que podem ser aplicadas não apenas em novas construções, mas também em edifícios já existentes. As medidas de mitigação podem passar pela modificação das pressões e ventilação, pela utilização de barreiras físicas e selagem e por medidas associadas à gestão dos edifícios.

“As soluções técnicas para a mitigação do gás radão em edifícios são altamente eficazes e é totalmente possível e viável atuar em edifícios já construídos”, explica António Curado, cuja intervenção na sessão será precisamente dedicada à mitigação do gás radão nos edifícios.

Do enquadramento legal às soluções de mitigação

O programa começa às 13h30, com a sessão de abertura. Inês Simão, da APA, apresenta, às 13h45, o tema “Radão e enquadramento legal”, seguindo-se, às 14h15, Ariana Lopes, da ULSAM, com uma intervenção dedicada aos riscos para a saúde dos profissionais decorrentes da exposição ao gás radão.

Francisco Sequeira, da ULSAM, apresenta, às 14h45, o projeto de monitorização do gás radão da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. Depois do intervalo, António Curado aborda, às 15h45, as soluções de mitigação nos edifícios. A sessão inclui ainda um período de discussão e termina às 16h30.

A iniciativa dirige-se particularmente a profissionais das áreas da saúde, segurança no trabalho e construção, entre outros públicos interessados na temática. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Projeto europeu promove conhecimento sobre o radão

A sessão realiza-se no âmbito do projeto europeu LeaRn4LIFE, financiado pelo Programa LIFE e coordenado pela Agência Portuguesa do Ambiente, que tem como objetivo promover a qualificação técnica e a sensibilização pública para a prevenção e redução da exposição ao gás radão.

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