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admin 28 Fev 2016

Passos Coelho embarca no “Sempre em Frente” para conhecer assoreamento da barra de Viana

Este domingo de manhã, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, embarcou no “Sempre em Frente”, numa curta viagem que serviu para conhecer os problemas […]

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Imagem: Sónia Silva Sá
Este domingo de manhã, o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, embarcou no “Sempre em Frente”, numa curta viagem que serviu para conhecer os problemas de assoreamento da barra que afetam os pescadores de Viana do Castelo. De visita ao concelho vianense, para uma reunião na cooperativa VianaPesca, o ex-Primeiro Ministro ouviu as preocupações dos homens do mar.
A manhã começou com uma reunião entre a Vianapesca OP – Cooperativa de Produtores de Peixe de Viana do Castelo, os pescadores e o ex-governante. Os pescadores não perderam a oportunidade para referir as “más condições” da barra de Viana do Castelo. Passos Coelho referiu tratar-se de um “problema de engenharia”, mas a justificação foi logo rejeitada pelos pescadores. “Não é um problema de engenharia, senhor doutor. Cada vez temos uma volta maior para fazer. O Porto de Mar só afunda a barra para os navios e não abre o canal para os pescadores. Não querem saber dos pescadores e depois há casos como o da Figueira da Foz”, defendeu João Pacheco, diretor da VianaPesca.
“Nunca tratam dos pescadores”, lamentou aquele que é um dos representantes da cooperativa. “O presidente da APDL prometeu-nos, há um ano atrás, que este desassoreamento que foi feito, no final do ano passado, ia abrir o canal perto da barra. Esteve a fazer o desassoreamento durante quase dois meses mas não fez nada por nós”, referiu João Pacheco, criticando a Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A., que acusou de apenas fazer dragagens para permitir o acesso dos navios àquela infraestrutura marítima.
Depois, Pedro Passos Coelho embarcou no “Sempre em Frente” e, mal chegou a terra, os jornalistas pediram uma justificação para o facto de não ter visitado Viana durante os quatro anos em que governou o país. “Bem, fui a outros lados. Não vim a Viana do Castelo mas fui a outros lados”, declarou o antigo governante.
O agora líder da oposição realçou ainda que “toda atividade piscatória foi impulsionada, creio eu, durante o tempo em que estive no Governo”. “O que é importante hoje anotar é que, apesar dos progressos que se registaram ao nível legislativo, continua a existir uma proliferação muito grande, regulamentar e legislativa, que nem sempre favorece ou facilita a resolução de problemas”, lamentou. “Continua a existir alguma falta de comunicação entre aqueles, que do lado da administração do Estado, nomeadamente, dos institutos públicos, devem promover um diálogo mais próximo com os pescadores, e seus representantes”, destacou ainda. “Há problemas que persistem e que se prendem assoreamento nas barras dos portos”, disse, assumindo que “são problemas que persistem ao longo de muitos anos”.
Francisco Portela Rosa, presidente da Vianapesca, indicou à Geice que apresentaram várias preocupações a Passos Coelho. “Referimos o assoreamento das barras. Também apresentamos a questão do direito de superfície, porque nós entendemos que a Vianapesca e outras instituições – como a Docapesca e o Clube de Vela – não devem pagar taxas, aos Portos, pelos espaços que ocupam. Nós temos uma ação social importante na cidade e entendemos que não devemos pagar”, realçou o responsável da cooperativa que conta com cerca de 550 embarcações e quase 200 mariscadores associados.
No que toca à política nacional, Passos Coelho ainda teve tempo, no final da viagem de barco, de referir estar “preparado” para governar. “O PSD estará preparado para governar”, defendeu o ex-Primeiro Ministro, questionado pelos jornalistas, embora tenha recusado “especular” sobre “qualquer solução que esteja relacionada com alguma crise que seja suscitada pelo facto de os partidos da maioria não se entenderam”. “O PSD estará preparado para governar quando for caso disso. Não vou estar a antecipar condições de crise para o país”, afirmou Passos Coelho.

Imagem: Sónia Silva Sá

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