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admin 11 Mai 2016

Peça de teatro de homenagem estreia a bordo do navio Gil Eannes a 18 de maio

Faltam poucos dias para estrear a peça de teatro “Anjo Branco”, uma representação que foi criada pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, […]

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Faltam poucos dias para estrear a peça de teatro “Anjo Branco”, uma representação que foi criada pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, em parceria com os atores amadores das diferentes oficinas de teatro da companhia. A peça é uma homenagem ao navio hospital Gil Eannes que, durante largos anos, apoiou a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia.
A antestreia da peça de teatro está agendada para quarta-feira,  18 de maio, pelas 16 horas. Depois, a homenagem ao Navio Gil Eannes será apresentada ao público, sempre a bordo do navio-hospital, dias 22, 28 e 29 de maio, também às 16 horas.
Com encenação de Graeme Pulleyn, a peça será integralmente representada no navio-museu, que é um símbolo nacional da Pesca do Bacalhau. Ricardo Simões, do Centro Dramático de Viana, assegurou que esta representação junta atores do elenco residente da companhia de teatro e oficinas que são frequentadas semanalmente por mais de 40 pessoas, entre adolescentes, seniores e ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
A dramaturgia foi preparada em conjunto, com contributos dos diversos participantes e com “relatos reais de familiares de pessoas que participam no espetáculo”, assegurou o representante do CDV. “Anjo Branco” tem por base a obra de Bernardo Santareno, pseudónimo literário de António Martinho do Rosário, que é considerado o maior dramaturgo português do século XX. O autor foi médico psiquiatra, durante dois anos, no navio Gil Eannes, e escreveu o texto “Nos mares do fim do mundo”, sobre a “dureza” do trabalho da frota bacalhoeira. Recorde-se que o navio-hospital que foi produzido nos ENVC prestou apoio às atividades da pesca do bacalhau.
“A peça chama-se Anjo Branco porque era um dos termos pelo qual os pescadores da frota bacalhoeira designavam o navio Gil Eannes, quando o avistavam no mar, por causa do conforto que ele trazia à frota”, realçou
O Navio Hospital Gil Eannes iniciou a sua atividade como hospital em 1955, apoiando durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. Desativada a frota bacalhoeira ficou a apodrecer nas docas de Lisboa, durante muitos anos. Em 1998, a Fundação Gil Eannes, considerando-o património cultural e afetivo da cidade vianense, resgatou-o da sucata por cerca de 250 mil euros, após uma inédita campanha que envolveu todos os estratos sociais vianenses. Em 31 de janeiro de 1998, foi recebido na Foz do Lima, onde, depois de limpo e restaurado, foi aberto ao público, assumindo-se como polo de atratividade para Viana do Castelo.

 

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