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admin 25 Jun 2016

Autarcas de Viana e Caminha juntaram-se a uma centena de pessoas para promover Caminho Português da Costa

Para começar o fim-de-semana da melhor forma, cerca de 100 pessoas juntaram-se, em Viana do Castelo, para uma caminhada de 30 quilómetros até Caminha, no […]

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Para começar o fim-de-semana da melhor forma, cerca de 100 pessoas juntaram-se, em Viana do Castelo, para uma caminhada de 30 quilómetros até Caminha, no âmbito da divulgação do Caminho Português da Costa. A iniciativa foi promovida pelas duas autarquias do Alto Minho, tendo o passeio começado junto ao Hospital Velho, na Praça da Erva, na capital do distrito.
Sofia Freitas, de 28 anos de idade, veio de Âncora para fazer esta caminhada. “Como sou de Âncora e este percurso do Caminho de Santiago passa por lá, achei por bem conhecer aquilo que o caminho oferece aos peregrinos”, referiu, dizendo que veio com um grupo de quatro amigas fazer esta caminhada. Já Almerinda Brás, de 50 anos, afirmou que este percurso é “uma novidade” para muitas pessoas e uma forma de “redescobrir” a região, já pensando na “possibilidade de fazer o Caminho completo”, um dia destes.
José Maria Costa, presidente da Câmara de Viana, município que lançou o desafio, referiu antes do início da caminhada, que este projeto “envolve muitos municípios da região Norte”, numa candidatura apresentada para a melhoria do Caminho de Santiago pela Costa.
O autarca indicou que “estes caminhos têm, de facto, um elevado valor do ponto de vista religioso, mas também do ponto de vista patrimonial e ambiental”. O responsável considera que “o Caminho da Costa é talvez o mais simpático, porque tem a beleza natural da nossa costa – que é única -, e ao longo do percurso já encontramos intervenções feitas no âmbito do programa Polis Litoral Norte”. Por isso mesmo, junto à costa, os peregrinos podem ver “muito património construído, como os antigos fortins, passando pelos moinhos de velas, um conjunto de figuras rupestres, entre muito mais, que valorizam este caminho”.
Também Miguel Alves, autarca de Caminha, assegurou a “importância fundamental” desta iniciativa, “pelo legado, pela história, pela importância dos Caminhos de Santiago e pelo que isso significa no potenciar do nosso território”. Para o responsável, “o Caminho de Santiago une o nosso território e une-nos à Galiza”, sendo um evento “que vale por si só”.
O edil caminhense disse que esta iniciativa era importante para “valorizarmos o património, a história do Caminho de Santiago e o seu legado, mas ainda para transformarmos esse património também em força económica” “Viana do Castelo lançou o desafio “e Caminha agarrou-o com as duas mãos”, indicou o autarca, afirmando que ”este é mais um passo, mais uma peça nesta estratégia de valorização do Caminho Português da Costa e é com grande satisfação que vejo esta grande adesão, quer de Viana, quer de Caminha”.
“Saem de Viana, almoçam em Vila Praia de Âncora e vão chegar ao Estuário do Minho, que estamos agora a candidatar a paisagem cultural da UNESCO”, explicou o socialista que lidera Caminha. “Por tudo isto, este é um dia muito bonito, porque une os dois municípios e une o norte de Portugal à Galiza, o que faz com que marquemos aqui presença com grande satisfação”, rematou.
A caminhada entre Viana e Caminha começou na Praça da Erva, junto ao Hospital Velho. “Este hospital foi também um albergue e hospital de apoio aos peregrinos”, indicou José Maria Costa, dizendo que, quando D. Manuel visitou Viana do Castelo, “deu uma indulgência especial ao município por causa do apoio que este dava aos peregrinos”, o que torna o espaço “numa lugar com memória e história”.

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