Paredes de Coura considera “Carvalho árvore sagrada” | Rádio Geice
FECHAR
Logo
Capa
A TOCAR Nome da música AUTOR

Regional

12 Ago 2022

Paredes de Coura considera “Carvalho árvore sagrada”

Pedro Xavier

Acessibilidade

T+

T-

Contraste Contraste
Ouvir
Paredes de Coura faz uma clara aposta num futuro mais sustentável “onde o carvalho  português emerge como árvore sagrada, estratégica, ou árvore símbolo de uma estratégia  paisagística que procure a sustentabilidade, o ordenamento territorial, a preservação da  biodiversidade e a gestão do combustível vegetal rasteiro”.  

No Dia do Concelho, o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, anunciou  que é propósito do Município implementar “um projeto de educação ambiental que promova a  plantação, a disseminação e a conservação dos carvalhais existentes, bem como estimule as  pessoas a substituírem a lenha de carvalho pela lenha de eucalipto no aquecimento das casas”. 

Um projeto ambicioso que pretende recuperar o apogeu do antigo castro da Cividade de  Cossourado, quando neste território o carvalho era a árvore venerada e dominante das florestas  existentes no Alto Minho: “ainda temos alguns dos maiores carvalhais do país e não queremos  perder património tão precioso e inestimável. Até porque consideramos que não haverá futuro  na nossa terra sem paisagem cuidada, bio diversa e com menos fogos”, recordou. 

Vítor Paulo Pereira também reconhece que as causas dos fogos descontrolados são mais  complexas e estruturais e os carvalhos são apenas um pequeno instrumento no meio de tanto  a fazer. Porém, também sabe que “se a paisagem fosse compartimentada com uma matriz de  carvalhos, em que os eucaliptos e resinosas fossem ilhas nas manchas florestais, o risco de  grandes incêndios seria muito menor, mais facilmente seria feito o seu controlo e mais intensa  seria a biodiversidade”. 

O presidente da Câmara defende com a valorização dos serviços de ecossistema “criar um  suporte económico de rendimento, que promova a fixação das pessoas no concelho e a melhoria  do seu nível de rendimento ao mesmo. Os agricultores e proprietários florestais passarão a ser  vistos como os prestadores destes serviços, já que são eles que os proporcionam”, defende Vítor  Paulo Pereira, para quem conciliar “o desenvolvimento económico com a preservação de todos  os aspetos da biodiversidade e da conservação dos ecossistemas em geral passará a ser o ponto  de ordem nas nossas políticas municipais, onde procuraremos dentro do possível os objetivos  de conservação com os interesses económicos de quem cuida e protege”. 

Últimas Noticias

Últimos Podcasts

online casino Portugal