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Há 2 horas

ETAP de Viana do Castelo lidera debate sobre o futuro da avaliação no Ensino Profissional

Rádio Geice

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As Jornadas Pedagógicas da ANESPO 2026 reuniram mais de 300 profissionais em São Pedro do Sul para discutir a transição de um modelo de memorização para uma avaliação baseada em evidências e competências reais.

O ensino profissional em Portugal está a viver uma transformação profunda e a ETAP – Escola Profissional de Viana do Castelo assumiu-se como uma das vozes protagonistas nesta mudança. Durante as Jornadas Pedagógicas 2026, organizadas pela Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), a instituição vianense liderou o debate sobre como avaliar os alunos num mundo que exige competências práticas em detrimento da memorização.

Sob o lema “Ensino Profissional + Flexível + Inclusivo: com o CNQ e os CTE na bagagem”, o evento realizado na Escola de Turismo Dão Lafões reuniu representantes de cerca de uma centena de escolas de todo o país para discutir o novo paradigma educativo.

Avaliar o “saber fazer” em vez do “saber decorar”

Um dos momentos altos do encontro foi a sessão dinamizada por Angelina Presa, diretora pedagógica da ETAP. Sob o tema “Planificação e avaliação por Evidências”, a responsável defendeu a criação de instrumentos que validem o que o aluno é efetivamente capaz de realizar.

Esta abordagem, impulsionada pelo novo Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ), marca um ponto de rutura com os modelos tradicionais. Segundo a visão partilhada pela ETAP, as escolas devem focar-se na resolução de problemas e na aplicação prática do conhecimento, aproximando a avaliação da realidade do mercado de trabalho e das necessidades individuais de cada estudante.

Flexibilidade e Inclusão: Os pilares para 2026

A conferência contou também com a participação de Sandra Lameira, da ANQEP, que reforçou a necessidade de uma organização do ensino centrada em resultados de aprendizagem. A ideia é clara: currículos mais flexíveis que permitam às escolas adaptar-se rapidamente às exigências tecnológicas e sociais.

A componente social não foi esquecida. Paulo Pedroso, Coordenador da Equipa de Avaliação da Educação Inclusiva para o programa PESSOAS 2030, deixou um alerta importante: “a voz dos alunos está a perder-se”. O especialista sublinhou que a inclusão deve ser vista como um percurso contínuo de participação ativa do estudante na vida escolar, e não apenas como um objetivo administrativo.

Sustentabilidade e o projeto “Educa 4.0”

Uma das grandes novidades desta edição foi o foco na sustentabilidade e na governação ESG (Ambiental, Social e Corporativa). Através do projeto Educa 4.0, foi apresentada uma plataforma nacional que permitirá às escolas medir o seu impacto ambiental e social, promovendo uma gestão mais ética e transparente das instituições de ensino.

Um investimento de 1,2 mil milhões de euros

No encerramento das jornadas, Ana Coelho, Presidente do PESSOAS 2030, destacou a importância estratégica do setor, revelando que o ensino profissional representa cerca de 25% da dotação do programa, o que se traduz num investimento direto de 1,2 mil milhões de euros.

Teresa Silva, da CCDR Centro, reforçou esta ideia, apontando o ensino profissional como um dos principais motores de coesão territorial e desenvolvimento económico em Portugal.

Vila Verde recebe a edição de 2027

Amadeu Dinis, Presidente da ANESPO, considerou este o momento mais importante da vida associativa da organização, destacando o papel dos Centros Tecnológicos Especializados (CTE) na modernização das escolas.

As Jornadas Pedagógicas de 2026 terminaram com a passagem de testemunho para o Minho. Em 2027, o encontro nacional terá lugar na Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), em Vila Verde, prometendo dar continuidade à discussão sobre a inovação e a qualidade do ensino profissional em Portugal.

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