A Câmara Municipal de Viana do Castelo tem disponível uma plataforma para que os cidadãos possam fazer o registo dos ninhos de vespa asiática avistados.
Na plataforma, o munícipe deverá indicar, além do nome e contacto telefónico, a data de observação do ninho, o acesso ao local, suporte, altura do ninho, se há vespas em voo, entre outras observações. A colaboração e sensibilização da população são fundamentais para permitir a otimização de resposta dos serviços.
De acordo com o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a história da vespa-asiática é comum a tantas outras espécies exóticas que se tornaram invasoras ao serem transportadas, voluntária ou involuntariamente, do seu ecossistema, escapando-se e desenvolvendo as suas populações, depois, de modo exponencial, no novo meio, favorável e, ainda, na ausência do controlo dos seus predadores naturais. O facto de ser um animal não solitário torna ainda mais preocupante a sua presença.
A vespa-asiática é bem distinta da vespa-europeia. É um inseto bastante escuro e um pouco maior do que a congénere autóctone. As obreiras medem entre 17 e 32 mm conforme as características do alimento disponível, enquanto a rainha chegará aos 35 mm de comprimento. O corpo é aveludado e sombrio, assim como os dois pares de asas e as patas castanhas cujas extremidades são amarelo vivo, facto que a nomeia e distingue. Cor que também apresenta em alguns segmentos gástricos e numa banda dorsal do quarto segmento do abdómen. A cabeça é preta com faces amarelo-alaranjado.
Das várias subespécies deste himenóptero da família Vespidae, a Vespa velutina nigrithorax foi assinalada oficialmente pela primeira vez em França em 2004. Provavelmente, importada acidentalmente numa mercadoria de bens alimentares vinda da Ásia. A sua distribuição asiática estende-se pelas regiões tropicais e subtropicais do Norte da Índia e do Leste da China, Indochina e Indonésia, por zonas montanhosas de clima ameno, adaptando-se assim, com facilidade, ao clima temperado do Sul da Europa.
A partir da região de Lot-et-Garonne, entre Bordéus e Toulouse, ocupou rapidamente o Sudoeste de França. Em 2010 surgiu no Nordeste de Espanha. Em 2011 chegou à catalã Girona e, no ano seguinte, à Galiza. Em setembro de 2011, na região de Viana do Castelo, a espécie invasora foi confirmada pela primeira vez em Portugal por entomólogos e apicultores.