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24 Nov 2022

Distrito de Viana do Castelo perde mais de 13 mil habitantes em dez anos

Pedro Xavier

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Os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo perderam, na última década, mais de 13 mil habitantes, registando uma população total de 231.266 pessoas, de acordo com os dados definitivos do Censos.

De acordo com as estatísticas oficiais, divulgados na quarta-feira, entre 2011 e 2021, a região do Alto Minho, integrada na NUT III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos), perdeu 13.222 pessoas, passando de uma população de 236.467 habitantes, para 231.266.

Os Censos revelam que dos 231.266 habitantes, as mulheres são em maior número (122.291) que os homens (108.355).

Todos os 10 concelhos registaram uma diminuição populacional, sendo que a maior quebra ocorreu em Melgaço que perdeu 1.440 residentes (-15%) e, Paredes de Coura, que perdeu 1.286 pessoas (14%). Seguem-se Arcos de Valdevez (-10%), Ponte da Barca (-8%) e Monção (-7%).

A capital de distrito, Viana do Castelo (-3%), a segunda cidade do Alto Minho, Valença (-3%) e, Vila Nova de Cerveira (-3%) foram os concelhos que em 2011 tiveram um crescimento populacional, mas também este ano sofreram uma quebra, de menor dimensão comparativamente com os restantes municípios.

De acordo com os resultados definitivos do Censos, o concelho de Viana do Castelo conta com 85.778 habitantes, menos 2.947 pessoas, Valença, com 13.623 residentes, perdeu 504 habitantes e, Vila Nova de Cerveira tem 8.921 residentes, menos 332 pessoas que há dez anos.

De acordo com os resultados definitivos do Censos 2021, Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021, invertendo a tendência de crescimento registada nas últimas décadas.

“Residiam em Portugal, à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10.343.066 pessoas (4.920.220 homens e 5.422.846 mulheres), o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011”, adiantou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o INE, essa redução constitui uma inversão na tendência de crescimento da população que se verificou nas últimas décadas e representa a “segunda quebra populacional registada desde 1864, ano em que se realizou o I Recenseamento Geral da População”.

A fase de recolha dos Censos 2021 decorreu entre 5 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021.

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